Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, agosto 06, 2009

Caras de Pau-Brasil

César Cielo nos deu muito orgulho nesse mês de julho. Mais do que os resultados, consolidou sua posição alcançada das Olimpíadas de Pequim. Além disso, ficamos em 8º lugar no Campeonato Mundial de Natação, com outras duas medalhas e bons resultados. Três notícias, no entanto, devolveram o esporte do Brasil ao seu real lugar: o pátio da vergonha.

  • Cinco atletas do clube Rede Atletismo foram pegos no exame anti-doping, flagrados após terem usado eritropoietina recombinante (EPO). Os treinadores Jayme Neto e Inaldo Sena assumiram a culpa, alegando que acharam que a quantidade aplicada não seria detectada. Desonestidade em dose dupla.

  • A entrevista de Ricardo Teixeira ao Estadão de ontem é nauseante. O personagem, por si próprio, já causa asco. O conteúdo, no entanto, é pior. Ele admitiu usar recursos públicos na construção de estádios para a Copa do Mundo 2014, contrariando discursos de Orlando Silva e Lula. Como se não bastasse, ainda disse não haver constragimento nenhum em manter Fernando Sarney, indiciado pela Justiça do Maranhão em lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de quadrilha, como vice-presidente da CBF para a Região Norte (onde, diga-se de passagem, o futebol nem existe).

  • O caso da "Máfia do Apito", esquema de manipulação de resultados que resultou na anulação de 11 jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, pode ser arquivado hoje. Três desembargadores decidirão hoje se as provas recolhidas são válidas ou não. A probabilidade de terminar em pizza é grande, segundo matéria da ESPN Brasil.

Pois é Casoy. Isso é uma vergonha.

terça-feira, maio 26, 2009

Barack Obina

Obina foi apresentado hoje no Palmeiras.
Juro que, ontem, vasculhei toda a internet procurando por algum lugar no planeta em que 25 de maio fosse Dia da Mentira, ou algo do gênero. Relutei em acreditar. Pra mim, Obina sempre foi o ícone máximo da falta completa de profissionalismo dos clubes cariocas - especialmente o Flamengo. Era uma simbiose do amadorismo. Até ontem, eu tinha certeza de que Obina era parte permanente do Rubro-Negro carioca e vice versa. Aquela figura popular, malandra, sem compromisso. Um jogador meramente folclórico, que só tem espaço no atrasado e antiquado futebol do Rio de Janeiro.
Mas, Obina foi apresentado hoje no Palmeiras.
Logo que anunciado, o reforço virou motivo de chacota pros rivais. Meu MSN pipocou com zombarias adversárias e incredulidades alviverdes. No telefone celular, meu fanático primo implorando-me por um esclarecimento. Ninguém sabia explicar. Obina é atacante, mas não faz gol há 177 dias - sendo que perdeu dois pênaltis no período. A poeira foi baixando (e olha que alguém do porte do Obina levanta muita!) e, com a cabeça mais fria, fui lendo e aceitando os argumentos dos responsáveis pela contratação do Anjo Negro. De fato, não há nenhum atacante com as mesmas características no elenco palmeirense. Obina vem pra ser banco, pra compor o plantel. Não é solução pros problemas do time. Vem pra tentar ser recuperado, enquanto jogador de futebol. Vale lembrar o que Ronaldo disse sobre Obina, em uma entrevista para o SporTV, quando ainda treinava com o mesmo na Gávea: "Falam que Obina está gordo, mas eu acompanho o dia-a-dia do clube. Ele é o mais forte do time, chuta com força e é o que tem mais velocidade. Obina é um jogador completo". Será que Obina volta a inspirar tais elogios?

Fica a dúvida: Barack Obina, can you?
Fato é que Obina foi apresentado hoje no Palmeiras.


sexta-feira, março 13, 2009

Jornalismo S.A.

Ronaldo foi o melhor jogador que eu já vi atuar.
Achei melhor escolher essa sentença pra iniciar o post para não soar azedo, mascarado. Tiro meu chapéu para o dentuço carioca que, merecidamente, conquistou o apelido de Fenômeno. Mas já passou do ponto.
Claro que o gol que ele fez contra o Palmeiras (marca direito, Marcão!) foi importante. Afinal, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo voltou a balançar as redes após mais um difícil renascimento. Talvez o gol tenha sido maior que o jogo em si, sei lá... Mas a cobertura da mídia foi patética. Cléber Machado deixou de narrar a peleja para descrever as gotas de suor que escorriam pela (enorme) bochecha de Ronaldo.
E o circo não parou por aí. Só se fala no Fenômeno.
É importante ressaltar que o mundo do ludopédio não parou nessa semana. O Palmeiras não conseguiu ganhar, novamente. O São Paulo reencontrou o bom futebol. O Santos foi, mais uma vez, medíocre (excessão feita ao jovem Neimar, que é promissor). Vasco, Botafogo, Colo-Colo, Liverpool, todos os times do mundo também jogaram - assim como Ronaldo.
Só que o Gordão vende jornal, atraí audiência. Essa superexposição parece comprovar o quão comercial é o modelo que o jornalismo segue atualmente. Essencialmente, a cobertura da volta do Fenômeno é apelativa e sensacionalista e, ao contrário do que Galvões Buenos da vida bradam, não é uma reverência ao talento e garra do mesmo.
Vale lembrar que, com tanta coisa de mais importante acontecendo no planeta, o Jornal Nacional reservou mais de dois minutos de sua programação para uma exclusiva ao vivo com Ronaldo, na segunda após o dérbi paulistano. Do jeito que a coisa anda, se Ronaldinho se machucar, a Rede Globo vai mandá-lo fazer fisioterapia na casa do Big Brother.

quinta-feira, junho 19, 2008

Boa sorte

Expectativas são pesadas. Geram esperança, responsabilidade. Termos extremamente sérios. Quando você atinge o que é esperado de você, não fez mais do que o dever. Mas sempre existe a chance de você falhar. Não que isso seja um grande problema. Os erros fazem parte da vida e são eles que nos fazem acertar. E te ensinam a superar expectativas, quem sabe?
O problema é quando a fama, na falta de um termo melhor, arquiteta a expectativa.
Quando uma pessoa é extremamente boa no que faz, cria-se quase que um alter-ego da mesma. Um ser desprovido de incapacidades e falhas. É quando você não pode mais ser medíocre, normal. São as tais "expectativas desleais" que a cabeludinha chata canta com o mestre Harper.
É o que acontece com a Seleção Brasileira. É o que acontece comigo - em alguns setores.

Quer saber? Prefiro assim.
A cobrança é uma das mais sinceras formas de reconhecimento.

Só fica a dica, pra mim e pra Seleção: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo. Sempre!

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Lesões

O mês não foi dos mais felizes para os brasileiros futebolistas.
Primeiro foi Ronaldo que, mais uma vez, teve uma lesão séria no joelho - dessa vez, o esquerdo. No sábado, foi a vez de Eduardo Silva - que de croata só tem o documento - sofrer um duro golpe na carreira: fratura exposta da perna, após entrada violentíssima do zagueiro adversário.
A pergunta que não pára de martelar em minha cabeça é referente ao futuro desses jogadores.
O que aconteceu com Ronaldo poderia ser previsto com muito mais facilidade, pois o Fenômeno tem histórico de lesões musculares e tendinites. Era claro que o físico de Ronaldo não era dos mais atléticos. É claro que ninguém se atreveria a dizer que o tendão do atacante poderia estourar novamente, mas as contusões dele já não eram mais surpresas. O drama maior de Ronaldo é, certamente, a idade. Com 31 anos, o Fenômeno já entra na fase final da carreira. Faltará motivação para um jogador que já ganhou tudo. Será que Ronaldo conseguirá - e desejará - dar a volta por cima e superar mais esse obstáculo? Eu acredito em Ronaldo, mas não olho com preocupação para o seu caso. Mesmo que ele tenha a carreira encerrada com essa lesão, o atacante não tem mais nada pra provar. Já é Fenômeno.
Minha preocupação fica por conta de Eduardo Silva.
O menino carioca não precisaria ter a perna pendurada pelo meião para viver um drama ou ter uma história interessante para entrar em sua biografia. Sua carreira e sua vida já recheariam algumas belas páginas. Vascaíno de coração, foi à Croácia fazer carreira e perseguir seu sonho de se tornar jogador. Conseguiu, virou ídolo, herói nacional! Ganhou nacionalidade croata e vaga na seleção - classificada para a Eurocopa - após muita desconfiança dos croatas (que mal conseguiam pronunciar seu nome corretamente, imagino eu). Nessa temporada, foi contratado pelo Arsenal para substituir ninguém menos que Henry. Novamente, enfrentou muita desconfiança e, mais uma vez, superou-a. Quando estava ganhando destaque em seu time, um legítimo british centerback lhe parte a perna. Coisas do futebol, dirão. Não sei... Ainda não tenho uma opinião formada sobre a entrada do zagueiro, se foi maldade ou grossura. Fato é que Eduardo Silva vai atravessar um hiato em sua carreira. Vai sair do time, vai perder o resto da temporada, vai perder a Eurocopa. Espero que consiga, mais uma vez ², superar essa fase.
Eduardo Silva deve seguir com sua carreira, pois não merece ser lembrado como um mártir. Merece ser lembrado, futuramente, como Ronaldo.

quinta-feira, maio 17, 2007

Blogs...

Estou envolvido em mais dois blogs.
O primeiro é meu. Trata-se da minha modesta e crua opinião sobre a sétima arte. Quem gosta de cinema e gosta do que este que vos lhe escreve pensa, acesse: http://secao7.blogspot.com

O segundo é o Jardim Suspenso, blog do qual sou colaborador. Feito por palmeirenses para palmeirenses. Qualquer outro torcedor também é bem-vindo! O endereço: http://jardim-suspenso.blogspot.com

Enjoy!

quinta-feira, junho 30, 2005

Don't cry for me, Argentina...

É... Pois pareceu mentira...

Nem eu, o mais otimista dos torcedores, poderia prevêr tamanha facilidade. O Brasil deu um show e atropelou a seleção (??) da Argentina. 4 a 1, fora o baile, como bem disse meu querido amigo Zotelli!
Carlos Alberto Parreira - quem diria?!?! - deu um nó em José Pekerman e armou o time da forma em que deveria ser armado. A Seleção (essa sim!) jogou com inteligência: contra um time que joga marcando pressão, basta virar o jogo! E assim foi feito... Colocamos - permitam-me incluir-me no grupo que jogou ontem - os "hermanos" na roda. No lance do quarto gol, trocamos 18 passes!

Simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!

Quem quiser aprender futebol, que assista o vídeo desse jogo: O Brasil deu uma verdadeira aula! Como definiu Nando Reis, em sua coluna no Estadão: os mocinhos venceram os bandidos, mais uma vez!
E quem perdeu a festa brasileira em territórios alemães, relaxe. A imagem do samba no meio do campo, da alegria tupiniquim e do troféu sendo erguido por um canarinho será repetida no ano que vem: o Hexa está aí!

domingo, junho 26, 2005

Brasil x Argentina

Parece que estava escrito...

Apenas 26 dias após a fatídica partida em que levou uma surra da Argentina, o Brasil volta a enfrentar os maiores rivais. Dessa vez, nada de "amistoso de luxo". Trata-se da final da Copa das Confederações, um torneio - para o qual os argentinos só se classificaram porque "dispensamos" a vaga assegurada ao campeão da Copa América - preparatório para o Mundial do ano que vem. Não vale muita coisa, é verdade, mas a decisão contra nossos "hermanos" eleva o torneio a uma categoria superior: é a hora da revanche! Infelizmente, não só da nossa revanche...

Sim, é verdade. Pra quem não se lembra, voltemos ao ano passado...

Mais precisamente a uma quarta-feira, dia 2 de junho. Jogo no Mineirão, válido pelas Eliminatórias. Ronaldo em campo, 3 a 1 Brasil. Coincidentemente, quem fez o gol argentino foi o ala esquerdo Sorín. Em Buenos Aires, Roberto Carlos - lateral esquerdo - foi quem marcou o de honra para a Seleção (com "S" maísculo mesmo!). E o que me assusta são essas coincidências. Porque no dia 25 de setembro, um domingo, voltamos a enfrentar a Argentina. Dessa vez, final de Copa América: nossos vizinhos subestimaram nossa Seleção RESERVA (HAHAHA!!!) e lhes arrancamos o caneco (HAHAHA!!!²).

O jogo das Eliminatórias eles vingaram. Falta ainda uma final de campeonato. E a oportunidade que eles queriam já existe. E tenho certeza de que eles vem com tudo pra cima do Brasil. Vão fazer de tudo e mais um pouco para sentir esse gostinho de ganhar o torneio em cima de nós, brasileiros. Mas, como argentinos que são, já arranjaram desculpa em caso de revés: terão menos tempo de preparação e estão mais cansados, devido ao desgaste da semifinal contra o México, adversário só superado nas cobranças de pênalti.
Se o Brasil estava encarando o torneio como um laboratório, esse pensamento se desfez ontem, no jogo contra a Alemanha: muita vontade aliada a técnica para derrubar os anfitriões. Se jogarmos com vontade contra a Argentina, a vitória e o título serão nossos. Isso porque - apesar de nossa defesa tosca e comissão técnica pragmática - somos os melhores! Ninguém bate nosso "Quarteto Fantástico", quando ele quer jogar. E eu tenho certeza de que quarta-feira eles farão isso. Que time perde com a visão de jogo de Kaká, com a habilidade de Robinho, com a força de Adriano e com a magia de Ronaldinho Gaúcho?? (Um time que tem Roque Júnior e Lúcio na zaga, mas vamos jogar isso pra debaixo do tapete, por enquanto!).
Ah, a Argentina que me perdoe, mas eu estou com o Parreira, que recentemente disse: "No mano-a-mano, eu sou mais Brasil!"

Pra cima deles, BRASIL-SIL-SIL-SIL!!

terça-feira, abril 26, 2005

"Jogo das Estrelas" - Episódio I

Amanhã, estréio em jogos de seleção! O jogo das estrelas (Marcos, Magrão, Romário, Robinho, etc.)!
Calma, não sou atacante, técnico nem gandula! Sou apenas um torcedor. Um torcedor dentre os quase 40.000 que vão lotar o Pacaembú amanhã. Não acredita. Pois procure amanhã:

AMISTOSO DA SELEÇÃO
BRASIL X GUATEMALA
Local: PACAEMBÚ 27/04/2005 - 21:45
Setor: ARQ AMARELA S:10 P: PRINCIPAL - Cat: MEIA
FILEIRA:_U_ CADEIRA: 0048 N.Série: 001071

É o que diz meu ingresso!
E como sofri para adquiri-lo!
Cheguei ao Shopping West Plaza com o Ricardo por volta de 14:15. Uma fila se formava nas portas da loja Roxos e Doentes, ponto de venda de ingressos para o amistoso. Nos informamos e descobrimos que os ingressos para o setor laranja haviam esgotado. Decidimos então comprar assentos no setor amarelo. A fila não andava (devido à uma queda no sistema de venda de ingressos, cada comprador demorava cerca de 5 minutos para adquirir seu ingresso). Fomos conversando e deixando o tempo passar. O frio era congelante e o vento cortava nossos rostos. Nossos joelhos já não nos sustentavam mais quando, por volta de 15:20 (haviam umas dez pessoas na nossa frente), nos avisaram que só tinham mais 700 ingressos à venda em São Paulo. Aqueles 18 minutos foram agonizantes! Finalmente, às 15 horas, 38 minutos e 14 segundos (calma, não sou doente; apenas sei do horário pois consta no meu ingresso!), adquiri meu passaporte para o meu primeiro jogo de seleção!

Só espero que o time não decepcione! Amanhã narro mais um episódio da saga "Jogo das Estrelas"!